Calvície Feminina - Causas

A calvície feminina é tão comum quanto a masculina, porém menos severa, e de uma apresentação clínica diferente.

As causas da calvície feminina, diferentemente das dos homens que é, em 99% dos casos é genética, podem ser muitas e nem sempre fáceis e simples de serem detectadas e tratadas em sua origem.

O início é gradual e após a puberdade, porém, com picos de aparecimento entre 30 e 50 anos. 1 em cada 4 mulheres entre 25 e 40 anos e metade das mulheres acima dos 40 anos, apresentam algum grau de calvície. Como na masculina, há também uma predisposição genética transmitida por ambos os pais. Somente 20% dos casos têm história familiar positiva.

A causa é considerada multi-fatorial, sabendo-se que também ocorre a conversão da testosterona (hormônio masculino que também circula nas mulheres, porém em uma quantidade menor do que a dos homens) para DHT (dihidrotestosterona), através da enzima 5 alfa redutase.

Na maioria das vezes, não se detectam aumentos hormonais masculinos na corrente sangüínea. O que ocorre é uma sensibilidade dos receptores celulares à DHT, desencadeando o processo de miniaturização (diminuição do diâmetro e tamanho da haste dos fios e redução da fase de crescimento dos mesmos) dos fios.

Os fatores desencadeantes podem ser: desordem hormonal, incluindo início ou interrupção de uso de anticoncepcional, pós-parto e período pré e pós menopausa.

As causas mais comuns da Calvície Feminina
Causas sistêmicas

  • Efluvio telógeno: um tipo comum de perda de cabelos em mulheres e que ocorre quando um grande percentual de fios estão, ao mesmo tempo, na fase telógena, isso é, na fase pré-queda do fio, fase essa em que ele se encontra fino e com espessura bem menor. Isso ocorre devido a distúrbios hormonais, nutricionais, stress, etc... Tem inicio geralmente na fase adulta jovem ou adolescência e geralmente é resolvido somente com tratamento clínico.
  • Tricotilomania: ato compulsivo de arrancar os cabelos. Geralmente falhas em áreas localizadas. Não podem ser tratadas clínica ou cirurgicamente até que as causas emocionais e psicológicas sejam solucionadas.
  • Alopecia areata: doença autoimune que causa perda localizada de cabelos. Exame médico apurado é necessário para estabelecer diagnóstico.
  • Alopecia cicatricial: pode ser causada por tração excessiva dos cabelos. Por exemplo: mulheres negras que prendem os cabelos para trás tracionando-os muito tendem a ficar com a testa alta. Pode também ser devido seqüelas de queimaduras, cirurgias plásticas faciais, radioteraia, etc.

Causas sistêmicas

  • Níveis hormonais aumentados - neste caso deve-se investigar a causa deste aumento, que pode ser decorrente de situações como desde um "banal" cisto de ovário até um tumor do mesmo ou de supra-renal. O tratamento depende da causa.
  • Níveis hormonais normais - neste caso medicações que "modulam" os hormônios masculinos produzidos pela mulher são os mais indicados. São os assim chamados anti-andrógenos. Podem ser medicamentos hormonais ou não. Mas em geral devem ser cuidadosamente monitorados pelo médico e são de uso prolongado. Um efeito começa a ser percebido após 3 a 6 meses de tratamento.
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